Petróleo opera sem direção única, após Irma chegar à Flórida

Os futuros de petróleo operam sem direção única nesta manhã, mantendo o mesmo padrão dos negócios da madrugada, com investidores atentos a possíveis consequências do furacão Irma, que atingiu terra nos EUA no fim de semana.

Às 8h (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para novembro caía 0,30% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 53,62, enquanto o do WTI para outubro subia 0,76% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 47,84.

O WTI busca se recuperar, após ter sofrido tombo de 3,3% na sexta-feira, mas o Brent se mantém pressionado, mesmo depois de registrar queda de 1,3% na sessão anterior.

Segundo Harry Tchilinguirian, chefe global para mercados de commodities do BNP Paribas, os mercados tentam prever os impactos do Irma, que chegou ao estado americano da Flórida ontem, e, ao mesmo tempo, determinar os tamanhos dos estragos causados nos EUA pela tormenta anterior, o Harvey.

Numa “situação dramática” como a de um furacão, haverá “muita volatilidade nos números”, argumentou Tchilinguirian, ressaltando que os efeitos do Harvey na demanda por petróleo dos EUA “não foram tão fracos quanto se previa inicialmente,” o que ajuda a sustentar o WTI.

Enquanto isso, a Arábia Saudita – maior exportador mundial de petróleo bruto – afirmou ontem que seu ministro de Energia e o colega venezuelano da mesma pasta discutiram a possibilidade de estender o atual acordo para redução na produção de petróleo além da data de validade, que é março de 2018.

Pelo acordo, que foi assinado no fim do ano passado e renovado em maio, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e dez grandes produtores que não pertencem ao cartel vêm tentando reduzir sua oferta combinada em cerca de 1,8 milhão de barris por dia.

Fonte: IstoÉ Dinheiro