Petróleo fecha sem direção, com aproximação do Irma e relatório de estoque

Os contratos futuros de petróleo fecharam sem direção única nesta quinta-feira (7), com os investidores digerindo os estoques de petróleo dos Estados Unidos da semana passada e a aproximação do furacão Irma do continente americano.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para outubro fechou em baixa de 0,14%, a US$ 49,09 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo Brent para novembro encerrou em alta de 0,53%, a US$ 54,49 por barril.

Operando com volatilidade durante boa parte do dia, os preços do petróleo reduziram as perdas durante a tarde, após a divulgação do relatório semanal de estoques do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA, que mostrou um aumento de 4,58 milhões de barris no volume estocado de óleo cru, enquanto analistas esperavam uma alta um pouco maior, de 5 milhões.

O movimento foi atribuído à passagem do furacão Harvey, que atingiu o Golfo do México na semana passada, como analistas haviam antecipado. Além disso, os estoques de gasolina e de destilados registraram fortes perdas, devido ao aumento da demanda e à menor quantidade de refinarias em operação na região do Texas.

“O relatório do DoE começou a refletir o impacto do Harvey nas refinarias no Golfo”, disse o presidente da Lipow Oil Associates, Andry Lipow. De acordo com o departamento, a taxa de utilização das refinarias caiu quase 17 pontos porcentuais,para 79,7% da capacidade.

Ainda assim, analistas disseram que os dados desta quinta-feira provavelmente não são a última palavra sobre o impacto do Harvey. Os estoques de petróleo podem continuar subindo nas próximas semanas, de acordo com Lipow. “Ainda há uma quantidade significativa de capacidade de refino a se recuperar”, disse.

A aproximação do furacão Irma também esteve no radar dos investidores. A tormenta, que já é a mais forte do Atlântico, está na República Dominicana e deve chegar na Flórida na noite de sexta-feira ou no início do sábado.

Fonte: IstoÉ Dinheiro